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Tecnologia e Inovação

Unioeste integra rede estadual de alta capacidade com nova infraestrutura

  • Texto: Núcleo de Tenologia da Informação da Unioeste
  • Fotos: Mariana Luzan
  • Chapéu da Notícia: Tecnologia e Inovação

A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) deu mais um passo na modernização de sua infraestrutura de rede com a ativação da camada IP do projeto Anel de Conectividade, iniciativa que interliga as universidades estaduais em uma rede de alta capacidade distribuída por todo o Paraná.

A concepção do projeto teve início em 2022, a partir de articulações técnicas realizadas no âmbito da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Públicas (Apiesp), reunindo equipes das universidades estaduais para discutir a criação de uma infraestrutura compartilhada de conectividade. A formalização e viabilização ocorreram por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), com financiamento da Fundação Araucária.

A rede foi estruturada com base em tecnologia óptica de alta capacidade, utilizando canais DWDM (multiplexação por divisão de comprimento de onda) no modelo conhecido como lambda alien. Essa abordagem permite o uso de infraestrutura de transporte de operadoras, enquanto os equipamentos e o controle lógico da rede permanecem sob gestão do próprio projeto. Cada enlace possui capacidade de até 400 gigabits por segundo, formando um backbone estadual robusto, com milhares de quilômetros de extensão e interligando diversas cidades do Paraná.

A implantação ocorreu de forma gradual. A fase inicial envolveu a “iluminação” dos enlaces ópticos, começando pelo trecho entre Ponta Grossa e Curitiba e se expandindo até estabelecer uma conexão contínua entre Foz do Iguaçu e Paranaguá. Novas ativações estão previstas para as regiões Norte e Norte Pioneiro, ampliando ainda mais a abrangência da rede.

Com a infraestrutura óptica em operação, teve início a ativação da camada IP, responsável pelo roteamento dos dados e pela utilização efetiva da rede. Já operam nesse modelo localidades como Paranaguá, Curitiba, Ponta Grossa e Guarapuava. Na Unioeste, a entrada na nova arquitetura ocorreu inicialmente por meio do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), considerado um ponto estratégico devido à criticidade dos serviços de saúde prestados.

A ativação representa uma mudança significativa em relação ao modelo anterior de conectividade da universidade. Antes, o acesso à internet era centralizado na Reitoria, com um link de aproximadamente 3 gigabits por segundo, e as demais unidades dependiam de uma rede MPLS (Multiprotocol Label Switching (em português, Comutação de Rótulos Multiprotocolo) de 1 gigabit para se conectar a esse ponto. Essa estrutura concentrava o tráfego e criava limitações tanto de capacidade quanto de resiliência.

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Topologia atual. Fonte: Grafana

Com o novo modelo, unidades como Foz do Iguaçu, Toledo e o Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) passam a ter acesso mais direto ao backbone estadual, reduzindo a dependência da Reitoria e distribuindo o tráfego de forma mais eficiente. A mudança elimina gargalos, amplia a capacidade de transmissão de dados e aumenta significativamente a disponibilidade dos serviços.

Segundo Christiano Julio Pilger de Brito, Diretor do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da Unioeste e membro do Grupo de Trabalho do Projeto Anel de Conectividade, “na Unioeste, estamos estruturando o funcionamento da rede para garantir acesso de qualidade aos serviços locais e à internet. Mesmo com uma infraestrutura projetada para ser resiliente e distribuída, cada instituição participante tem um papel fundamental na manutenção e no funcionamento contínuo da rede, já que uma falha local pode impactar outras unidades. Esse modelo torna as universidades ainda mais integradas: hoje somos codependentes e atuamos de forma conjunta, buscando soluções e entregas alinhadas para assegurar serviços de qualidade a toda a comunidade acadêmica do sistema estadual de ensino superior.”

A nova arquitetura também fortalece a capacidade das instituições para suportar aplicações de maior demanda, como pesquisa científica, processamento de grandes volumes de dados e integração entre sistemas acadêmicos e hospitalares.

Atualmente, a rede já se encontra em operação, com diversos pontos ativos e tráfego real em circulação, consolidando-se como uma infraestrutura estratégica para o ensino superior público do Paraná. A expansão da camada IP deve continuar de forma progressiva, integrando novos campi e ampliando os benefícios da rede para toda a comunidade acadêmica.

ed7aae5d-b144-427b-be86-ff2ae980a62c.jpgNova arquitetura do projeto. Fonte: Projeto Anel de Conectividade.

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